Com as novas especificações do Bluetooth 3.0, a tecnologia anda de olho numa nova função: os controles remotos, um território hoje dominado pelo infravermelho. O controle remoto, ironicamente, não nasceu sem fio. O primeiro aparelho do gênero foi criado pela Zenith, em 1950, e era ligado por um fio à televisão. Cinco anos depois, já começaram a aparecer algumas tentativas de eliminar os fios. Hoje, quem tem menos de 30 anos mal consegue imaginar o que é uma tevê sem controle remoto…
O Bluetooth 3.0 vai concorrer diretamente com o RF4CE, o Radio Frequency for Consumer Electronics. Em março, a tecnologia se juntou a outro padrão do mundo wirelless, o Zigbee, que até hoje não decolou.
E o que o Bluetooth 3.0 traz de diferente para se justificar no controle remoto? Antes, a tecnologia tinha um impedimento técnico: o alto consumo de bateria (além da demora em responder os comandos, por causa do sistema de autenticação). Só que a versão 3.0 ataca essas duas questões.
Há ainda mais um ponto a favor da tecnologia. Já padrão em celulares e notebooks, vai dar para pensar em novas formas de integração com a TV, por meio do próprio controle remoto.
Crédito da foto: Flickr/Creative Commons (5Volt)
PS: Enquanto eu pesquisava uma imagem de controle remoto para ilustrar o post, achei no Flickr uma experiência da Arduino, a empresa italiana que virou referência no hardware open source, ilustrada aí em cima.
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